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Comerciante acusado de matar a namorada por ciúmes de conversas no celular passa por audiência de instrução, em Goianira

Juíza ouviu 12 testemunhas e interrogou rapaz, que voltou a declarar que tiro foi acidental. Mônica Gonzaga Bentavinne, tinha 22 anos.

João Carlos dos Reis Arantes e a namorada Mônica Gonzaga Bentavinne, em Goianira, Goiás; ele foi acusado de matar jovem por ciúme — Foto: Reprodução/Facebook

O comerciante João Carlos dos Reis Arantes, de 23 anos, acusado de matar com um tiro na cabeça a namorada em Goianira, na região central de Goiás, foi submetido a audiência de instrução nesta terça-feira (4). O crime aconteceu em 30 de agosto deste ano. Na época, o rapaz afirmou que o disparo foi acidental e disse à Polícia Civil que queria ver o celular da moça, mas ela não deixou. A vítima, Mônica Gonzaga Bentavinne, tinha 22 anos.

De acordo com a juíza Eugênia Bizerra de Oliveira Araújo, responsável pela condução do processo, 12 testemunhas foram ouvidas. A magistrada disse que elas aformaram que João Carlos era ciumento e que o casal tinha um relacionamento recente. O rapaz, que está preso desde o crime, voltou a declarar que o disparo foi acidental.

G1 tentou contato às 13h com a advogada Eliane das Dores Ferreira, responsável pela defesa dele, por meio do telefone disponibilizado no Cadastro Nacional de Advogados, sem sucesso.

A fase de instrução — quando se tenta levantar todos os elementos necessários para análise — foi encerrada, segundo a juíza. Os próximos passos são a manifestação do Ministério Público e então da defesa dele no processo. Depois, a ação volta para a juíza, que avalia se há indícios para que o acusado seja submetido ao Tribunal do Júri.

Os dois estavam um relacionamento havia seis meses. O comerciante foi autuado em flagrante por feminicídio, quando o crime é cometido por razão de gênero. A pena varia de 12 a 30 anos de prisão.

Ciúmes

Na época do crime, o delegado Bruno Costa e Silva disse que o comerciante afirmou que atirou achando que não haveria bala na arma.

“Ele disse que era ciumento, pediu para ver o celular dela porque não queria que ela conversasse com mais ninguém. Ela se recusou, ele pegou a arma e deu um tiro para o alto, mas a arma falhou. Ele disse que achou que não tinha mais balas e disparou contra o rosto dela”, disse ao G1.

João Carlos dos Reis Arantes ainda tentou socorrer a vítima, levando-a para o hospital. Porém ela não resistiu.

“Os funcionários levaram ele até uma sala do hospital e o prenderam lá até que a Polícia Militar fosse acionada. Nós o prendemos e o levamos até a delegacia”, disse na ocasião o sargento da PM Valdir Rosa da Silva.

Familiares da vítima informaram à polícia na época brigas anteriores do casal. “A vítima tinha relatado para a tia que eles estavam dentro do carro, discutiram, e ela tentou sair e entrar na casa da mãe. Ele a segurou e deu um tiro para cima. Ele disse para ela falar para a mãe que era apenas bombinha”, relatou o delegado na época.

G1 GO

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